Consultório de Osteopatia Gonçalo Costa

Vou nos próximos dias escrever como, na minha opinião, criar crianças equilibradas e respectiva justificação.

Creio que é necessário ter em conta 3 aspectos para se criar uma criança equilibrada. Não são três aspectos expostos por ordem de importância pois sem um, os outros falham.

Como primeiro vou indicar " Regras e Limites".

Uma criança para ser feliz e equilibrada deve explorar o mundo (o seu mundo) livremente. Contudo a liberdade deve ser proporcional à responsabilidade. Como não faz sentido exigir responsabilidades a um bebé ou a uma criança muito nova, as liberdades devem ser restritas. Assim sendo, os pais, devem criar limites "à direita e à esquerda" e deixar que a criança se mova e explore livremente o que se encontra dentro desses limites. 

Um bebé não tem noção do que é e significa "Perigo". Não sabe o efeito e consequências do que é brincar com electricidade ou brincar livremente à beira-mar ou à beira de uma piscina. Ele quer única e exclusivamente explorar. 
Assim sendo "Regras e Limites" protegem a criança dela própria e das escolhas que ela toma sem consciência. Cabe aos pais essa responsabilidade.

À medida que vão crescendo e desenvolvendo-se, aumenta a sua percepção de determinadas responsabilidades. Desta maneira os pais, devem naturalmente afastar o limite da esquerda do limite da direita e aumentar a liberdade de movimento da criança. Quando são pequeninas as crianças andam, tendencialmente, de mão dada com o adulto, por exemplo para atravessar a estrada. O adulto, como maior responsabilidade, controla as acções da criança impedindo-a de, seguindo o caso anterior, começar a correr para a estrada sem verificar se o pode fazer em segurança. Quando a criança fica mais velha e com isso vem a noção de que deve observar a estrada antes de a atravessar (noção esta que foi ditada pelas regras colocadas) a criança já não necessita de andar de mão dada com o adulto. Pode fazê-lo, mas, neste caso e no que diz respeito às "Regras e Limites" deixa de ser necessário. 

As "Regras e Limites" não servem para condicionar o desenvolvimento, servem sim para protecção!

Os exemplos dados são apenas uns ... não são específicos!

Imaginem a seguinte situação uma criança quer ficar a brincar na piscina (ou no mar) mesmo já apresentando sinais claros de hipotermia (tremores, lábios roxos, olhos vermelhos). Os pais dizem "é melhor saíres da água porque senão ficas doente!" mas a brincadeira está boa e a diversão de saltar para dentro de água supera o "fresquinho" que sente. No dia seguinte o corpo reage e desenvolve febre ... a criança adoece. Os pais dizem "eu não te disse para saíres? agora olha estás doente... é para aprenderes!"

Na realidade a criança não aprende nada. Vai voltar a repetir o processo vezes e vezes sem conta. A maturidade do lobo frontal, a parte do cérebro que nos indica e nos dá a noção de "certo e errado - arriscado e seguro" desenvolve-se mais tarde - nas meninas da adolescência nos rapazes na pós adolescência. Cabe aos pais, neste exemplo, terem o processo de "Regras e Limites" activo e tirar a criança da água se esta está a apresentar estes sinais.

Portanto, ao longo da sua vida a criança deve ter uma relação estreita entre a liberdade que tem e a responsabilidade que tem.

Nota 1: Uma criança equilibrada e uma criança educada são temas diferentes. A criança equilibrada age correctamente para si própria, para o seu organismo para a sua mente. A educação prende-se mais com aspectos culturais e civilizacionais. 
Nota 2: Pais autoritários e pais tiranos são também temas diferentes. Jamais devem ser confundidos.
Foto: Como criar crianças equilibradas - Parte IVou nos próximos dias escrever como, na minha opinião, criar crianças equilibradas e respectiva justificação.Creio que é necessário ter em conta 3 aspectos para se criar uma criança equilibrada. Não são três aspectos expostos por ordem de importância pois sem um, os outros falham.Como primeiro vou indicar " Regras e Limites".Uma criança para ser feliz e equilibrada deve explorar o mundo (o seu mundo) livremente. Contudo a liberdade deve ser proporcional à responsabilidade. Como não faz sentido exigir responsabilidades a um bebé ou a uma criança muito nova, as liberdades devem ser restritas. Assim sendo, os pais, devem criar limites "à direita e à esquerda" e deixar que a criança se mova e explore livremente o que se encontra dentro desses limites. Um bebé não tem noção do que é e significa "Perigo". Não sabe o efeito e consequências do que é brincar com electricidade ou brincar livremente à beira-mar ou à beira de uma piscina. Ele quer única e exclusivamente explorar. Assim sendo "Regras e Limites" protegem a criança dela própria e das escolhas que ela toma sem consciência. Cabe aos pais essa responsabilidade.À medida que vão crescendo e desenvolvendo-se, aumenta a sua percepção de determinadas responsabilidades. Desta maneira os pais, devem naturalmente afastar o limite da esquerda do limite da direita e aumentar a liberdade de movimento da criança. Quando são pequeninas as crianças andam, tendencialmente, de mão dada com o adulto, por exemplo para atravessar a estrada. O adulto, como maior responsabilidade, controla as acções da criança impedindo-a de, seguindo o caso anterior, começar a correr para a estrada sem verificar se o pode fazer em segurança. Quando a criança fica mais velha e com isso vem a noção de que deve observar a estrada antes de a atravessar (noção esta que foi ditada pelas regras colocadas) a criança já não necessita de andar de mão dada com o adulto. Pode fazê-lo, mas, neste caso e no que diz respeito às "Regras e Limites" deixa de ser necessário. As "Regras e Limites" não servem para condicionar o desenvolvimento, servem sim para protecção!Os exemplos dados são apenas uns ... não são específicos!Imaginem a seguinte situação uma criança quer ficar a brincar na piscina (ou no mar) mesmo já apresentando sinais claros de hipotermia (tremores, lábios roxos, olhos vermelhos). Os pais dizem "é melhor saíres da água porque senão ficas doente!" mas a brincadeira está boa e a diversão de saltar para dentro de água supera o "fresquinho" que sente. No dia seguinte o corpo reage e desenvolve febre ... a criança adoece. Os pais dizem "eu não te disse para saíres? agora olha estás doente... é para aprenderes!"Na realidade a criança não aprende nada. Vai voltar a repetir o processo vezes e vezes sem conta. A maturidade do lobo frontal, a parte do cérebro que nos indica e nos dá a noção de "certo e errado - arriscado e seguro" desenvolve-se mais tarde - nas meninas da adolescência nos rapazes na pós adolescência. Cabe aos pais, neste exemplo, terem o processo de "Regras e Limites" activo e tirar a criança da água se esta está a apresentar estes sinais.Portanto, ao longo da sua vida a criança deve ter uma relação estreita entre a liberdade que tem e a responsabilidade que tem.Nota 1: Uma criança equilibrada e uma criança educada são temas diferentes. A criança equilibrada age correctamente para si própria, para o seu organismo para a sua mente. A educação prende-se mais com aspectos culturais e civilizacionais. Nota 2: Pais autoritários e pais tiranos são também temas diferentes. Jamais devem ser confundidos.
https://www.facebook.com/consultoriodeosteopatia.goncalocosta?fref=ts
publicado por salinhadossonhos às 01:35