Cerca de 200 crianças da Associação Maconde, do Colégio João Paulo II, do Centro Social de Santo Adrião e do Jardim de Infância do Centro Escolar de Montélios, em Braga, participaram, entre segunda-feira e ontem, na Semana da Floresta Autóctone, que decorreu na Quinta Pedagógica.

O evento teve como ponto alto a participação, por parte das crianças envolvidas, em workshops sobre o método de plantação de ‘Nendo Dango’. “Trata-se de uma inovação que foi trazida para a quinta, e que consiste em envolver as sementes (no caso, as bolotas, que dão o carvalho), numa bola composta de terra e argila”, explicou a vereadora do pelouro da Educação na Câmara Municipal de Braga, Palmira Maciel.

Essas bolas com as sementes vão ser lançadas à terra nos primeiros dias de Dezembro.
“O objectivo é reflorestar as áreas do concelho que tenham sido mais afectadas pelos incêndios”, referiu a vereadora.
A espécie escolhida, o carvalho alvarinho, “resiste melhor aos incêndios”, revelou Abraão Veloso, representante do”Team Europa”, que colaborou na iniciativa.

Método vindo do Japão

O método de ‘Nendo Dango’ foi criado pelo sábio, agricultor e filósofo japonês Masanobu Fukuoka, e trazido para a Quinta Pedagógica de Braga, pelo casal Bernardo e Teresa Markovski, que integram o Movimento Terra Queimada”, um movimento que se dedica à reflorestação de espaços rurais afectados pelos fogos florestais.

O ‘Nendo Dango’ permite à semente ter o ambiente propício para o seu desenvolvimento, ficando, ainda, protegida de eventuais predadores. Outro dos objectivos foi o de permitir às crianças um contacto mais próximo com a terra.

 

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Miguel Viana

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publicado por salinhadossonhos às 18:05