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Terça-feira, 28 / 10 / 14

Guerra aos piolhos

 

 

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Muitos se interrogam como é possível 
um parasita tão pequeno ser capaz 
de causar semelhante "dor de cabeça" 
a pais e professores...

Mas a situação é mais comum do que se pensa, principalmente no verão e no início do ano letivo, alturas em que se denota um maior risco de contágio de piolhos. Estes parasitas atingem entre 15 a 20% das crianças, todos os anos, a nível mundial, dando origem à pediculose da cabeça (couro cabeludo) - uma doença parasitária que atinge principalmente crianças em idade escolar (entre os 2 e ao 12 anos). Em Portugal, representam um dos problemas mais comuns entre os pequenos, afetando entre três a cinco crianças em cada 10.

A partir do momento em que a presença de lêndeas ou piolhos é detetada, os pais são notificados pelos professores e é solicitada uma atenção redobrada no exame da cabeça do seu filho. Esta situação é recorrente em crianças que já frequentam a escola pois é aqui que os pequenos permanecem mais tempo perto uns das outras e em espaços fechados, o que facilita a propagação do parasita (que pode viver até dois meses na cabeça e, neste período, produzir entre cinco a 10 ovos por dia).

A alimentação do piolho é através de sangue e, por isso, este começa a sua ação picando o couro cabeludo. Uma mordidela que não causa apenas dor: quando suga o sangue, o piolho expele saliva com características alergizantes, provocando inflamação e uma intensa comichão na cabeça. É este último sintoma que desencadeia o sinal de alerta para os pais: a criança pode já estar com piolhos durante um determinado período de tempo mas, a deteção do problema pelos pais ou educadores só acontece quando os mais pequenos coçam a cabeça desesperadamente. Ao coçar-se, a criança aumenta, ainda mais, a inflamação, e pode contrair infeções secundárias por contaminação bacteriana, sendo frequente neste caso o aumento do tamanho dos gânglios do pescoço. Muitas vezes, a criança coça-se a noite inteira, acaba por dormir mal e vai para a escola muito sonolenta, dificultando a concentração adequada nas aulas. Como tal, há quem acredite na relação causa-efeito da pediculose e o baixo rendimento escolar.

O contágio

O piolho passa de uma cabeça para outra pelo contacto directo entre os fios de cabelo: um abraço entre os colegas, uma troca de chapéus, roupas, escovas de cabelo ou outros utensílios e acessórios de cabelo. Nas crianças, o contágio nesta época do ano é frequente devido à sua aproximação no recreio e nas salas, bem como na troca de chapéus. Um caso muito comum e que não é, em grande parte, por culpa da criança é o facto de nas escolas, os chapéus serem arrumados todos juntos e em sacos fechados. Se uma das crianças tinha piolhos quando usou o chapéu então, o cenário mais provável é o contágio em larga escala. Já nos adolescentes, a situação torna-se mais frequente quando estes se juntam para jogar os habituais jogos de Playstation.

A criança infetada precisa de ser tratada o quanto antes, tanto para evitar a contaminação de outras pessoas como para aliviar a comichão no couro cabeludo, principal sintoma da presença dos piolhos. Por isso, se a criança apresentar comichão na nuca, atrás da orelha ou em outras regiões da cabeça, é altura de examinar com mais cuidado o couro cabeludo. A forma mais adequada para procurar piolhos e lêndeas é observar muito bem, risca a risca, todo o couro cabeludo e haste do cabelo (fio), com o cabelo seco ou molhado. As lêndeas, ovos que dão origem ao parasita, são de cor branca e por isso podem ser confundidas com caspa. A diferença é que a lêndea, ao contrário da caspa, não sai facilmente, permanecendo agarrada à haste do cabelo. Uma maneira simples de perceber há quanto tempo os parasitas estão no hospedeiro é medir a distância das lêndeas do couro cabeludo. Sabendo que o cabelo cresce em média um centímetro por mês, as lêndeas afastadas mais de dois cêntímetros do couro cabeludo indicam mais de dois meses de permanência. É difícil encontrar um piolho vivo, visto que estes parasitas se movem com muita rapidez. Por isso, o diagnóstico é feito mais vezes através da existência dos seus ovos (lêndeas), de cor branco-nacarada, com cerca de 0,8 mm e firmemente agarrados à haste do cabelo.

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Como tratar
Depois de detetada a infeção, o próximo passo é o tratamento. A velha medida de cortar os cabelos pouco adianta, pois as lêndeas instalam-se junto à raiz do cabelo. A solução é pedir ao pediatra uma orientação adequada. Recomenda-se fazer a aplicação do produto antes de a criança dormir, para evitar que ela leve os cabelos à boca e, também, de forma a que o produto possa atuar durante mais tempo. Há que ter em atenção que não basta lavar a cabeça da criança com champô, pois este não é eficaz nestes casos. É necessário aplicar uma loção específica de tratamento e ter em atenção o produto que se escolhe pois a má qualidade da substância e a falta de conhecimento de colocação da mesma por parte dos pais/educadores pode levar à permanência do problema durante muito mais tempo do que o normal.

Depois de lavar cuidadosamente os cabelos da criança com a loção própria, deve ser passado o chamado “pente-fino” várias vezes nos cabelos, para arrancar as lêndeas e os piolhos que morrem agarrados aos fios. Alguns estudos confirmam que se removermos as lêndeas e os piolhos mecanicamente, três vezes por semana e durante, pelo menos, duas semanas, esta ação é quase tão eficaz como a aplicação de produtos químicos não couro cabeludo da criança. O que nem todos sabem é que o piolho pode viver até dois dias fora da cabeça. Por isso, além do tratamento com o líquido apropriado e da remoção mecânica dos parasitas, vale a pena lavar todas as roupas das crianças, incluindo chapéus, fitas de cabeça e todo o tipo de acessórios que estas usam no cabelo. Estas providências devem ser tomadas com naturalidade, de forma positiva, para não passar à criança a impressão de que tem culpa pela própria infestação.

Texto: Maria João Rodrigo, pediatra 
 
publicado por salinhadossonhos às 01:47
Terça-feira, 21 / 10 / 14

Reunião 21 de outubro de 2014

 

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Principais temas debatidos:

  • Projeto educativo: Reciclagem;
  • Entrega do Plano anual, rotina diária e calendarização das actividades;
  • Projecto “Ler Mais”. Todas as crianças levarão para casa um livro, uma vez por mês, (sexta-feira) para que seja lido em família. Deverão fazer o registo do livro (desenho) e entregar até à quarta-feira seguinte;
  • Participação na “Aldeia Natal”;
  • Recolha de caixas de ovos em cartão, para realizar a árvore de Natal;
  • Possibilidade de “cantar os reis” no local de emprego dos pais;
  • Festa no colégio para assinalar o dia do Pai e o dia da Mãe. Serão às 17.30;
  • Número preparado pelos pais para a festa de final de ano. A mãe da Maria Clara ficará com todos os contactos;
  • Verificar se necessitam de uma caderneta nova, e assinar as mensagens;
  • Serem pontuais na hora de chegada;
  • Possibilidade de realizarem uma actividade na sala dos vossos filhos. Serão bem-vindos.
publicado por salinhadossonhos às 19:44
Terça-feira, 14 / 10 / 14

Como criar crianças equilibradas - Parte V


O próximo e último elemento a passa naturalmente pela "Alimentação"

A alimentação é peça fundamental quando falamos de saúde e equilibro orgânico.
Os alimentos devem ser vistos como o nosso combustível. Quanto pior a qualidade pior será o funcionamento da "maquina".

Não há muito que saber para ter uma dieta saudável do ponte de vista generalista. A nossa dieta deve ser constituída por alimentos e não por produtos. Esta distinção passa por analisar o que ingerimos. Se numa fase anterior a estar"na nossa mesa" o que estamos a ingerir tivesse raízes, folhas, patas, focinho, escamas, barbatanas, etc, então estamos perante um alimento. Se por outro lado se a fase anterior daquilo que estamos a ingerir tiver que passar obrigatoriamente por uma "fábrica" , então estamos perante um produto.

Será difícil manter um bom funcionamento orgânico se o corpo é alimentado a lixo.
Algo que me deixa perplexo é como consideramos normal que as crianças comam "porcarias". Trocamos a sua saúde por sorrisos.

Quem tem filhos com mais de 4 anos conhece esta realidade. Nas festas de aniversários dos colegas da escola, por exemplo, encontra-se com facilidade na mesa, rebuçados, gomas, marshmallows, misturados com pães de leite, refrigerantes... enfim um "mix" nada saudável. 

Pior que isso, na minha opinião, é quando temos a mesa dos adultos e a mesa das crianças. Na dos adultos há queijo, pão, frutas, carnes fatiadas, patês... na das crianças repete-se o menu: gomas, marshmallows, todo o género de rebuçados sumos, suminhos, refrigerantes... tudo o que a miudagem gosta (até porque se gostam é isso que conta- aqueles sorrisos valem ouro!!!!)

Ok, ok - podem vocês dizer - mas isso é nas festas das crianças. 

Ora vejamos então. 20 a 25 crianças por classe (turma), são 20 a 25 festas destas. Sendo cada uma delas a um sábado ou domingo, e considerando que o ano tem 52 sábados e domingos. Ou seja metade dos fins de semana do ano tem uma festarola bomba.
Se somarmos os aniversários familiares: irmãos, primos, pais, tios avós, dá para acrescentar pelo menos mais 10 festas. Adicionemos agora as festas tradicionais - Natal, Pascoa, Carnaval, Ano Novo, São Martinho, o Verão carregado de gelados e bebidas açucaradas! 
Em quantos excessos já vamos??

Tudo isto são as excepções, pensamos!

Olhemos agora para o dia-a-dia: Que pequeno almoço comem as crianças? Não é a primeira vez que vejo crianças a beber leite achocolatado e a comer "pão" com chocolate, ou bolachas. Uma vez uma mãe, ao ver a minha cara de horror, disse, sem que lhe tivesse perguntado algo: "Sabe, ela (a filha) é má de comer e assim sempre come qualquer coisinha de manhã!"

As crianças comem o que comem porque nós adultos disponibilizamos, compramos, oferecemos.

O equilíbrio orgânico passa pela saúde e um dos pilares da saúde é a alimentação. Contudo, sem terem exemplos não esperem os os vossos filhos sigam um padrão muito diferente daquele a que têm acesso!

As crianças podem não comer muito... mas devem comer bem.
Foto: Como criar crianças equilibradas - Parte V O próximo e último elemento a passa naturalmente pela "Alimentação"A alimentação é peça fundamental quando falamos de saúde e equilibro orgânico.Os alimentos devem ser vistos como o nosso combustível. Quanto pior a qualidade pior será o funcionamento da "maquina".Não há muito que saber para ter uma dieta saudável do ponte de vista generalista. A nossa dieta deve ser constituída por alimentos e não por produtos.  Esta distinção passa por analisar o que ingerimos. Se numa fase anterior a estar"na nossa mesa" o que estamos a ingerir tivesse raízes, folhas, patas, focinho, escamas, barbatanas, etc, então estamos perante um alimento. Se por outro lado se a fase anterior daquilo que estamos a ingerir tiver que passar obrigatoriamente por uma "fábrica" , então estamos perante um produto.Será difícil manter um bom funcionamento orgânico se o corpo é alimentado a lixo.Algo que me deixa perplexo é como consideramos normal que as crianças comam "porcarias". Trocamos a sua saúde por sorrisos.Quem tem filhos com mais de 4 anos conhece esta realidade. Nas festas de aniversários dos colegas da escola, por exemplo, encontra-se com facilidade na mesa, rebuçados, gomas, marshmallows, misturados com pães de leite, refrigerantes... enfim um "mix" nada saudável. Pior que isso, na minha opinião, é quando temos a mesa dos adultos e a mesa das crianças. Na dos adultos há queijo,  pão, frutas, carnes fatiadas, patês... na das crianças repete-se o menu: gomas, marshmallows, todo o género de rebuçados sumos, suminhos, refrigerantes... tudo o que a miudagem gosta (até porque se gostam é isso que conta- aqueles sorrisos valem ouro!!!!)Ok, ok - podem vocês dizer - mas isso é nas festas das crianças. Ora vejamos então. 20 a 25 crianças por classe (turma), são 20 a 25 festas destas. Sendo cada uma delas a um sábado ou domingo, e considerando que o ano tem 52 sábados e domingos. Ou seja metade dos fins de semana do ano tem uma festarola bomba.Se somarmos os aniversários familiares: irmãos, primos, pais, tios avós, dá para acrescentar pelo menos mais 10 festas. Adicionemos agora as festas tradicionais - Natal, Pascoa, Carnaval, Ano Novo, São Martinho, o Verão carregado de gelados e bebidas açucaradas! Em quantos excessos já vamos??Tudo isto são as excepções, pensamos!Olhemos agora para o dia-a-dia: Que pequeno almoço comem as crianças? Não é a primeira vez que vejo crianças a beber leite achocolatado e a comer "pão" com chocolate, ou bolachas. Uma vez uma mãe, ao ver a minha cara  de horror, disse, sem que lhe tivesse perguntado algo: "Sabe, ela (a filha) é má de comer e assim sempre come qualquer coisinha de manhã!"As crianças comem o que comem porque nós adultos disponibilizamos, compramos, oferecemos.O equilíbrio orgânico passa pela saúde e um dos pilares da saúde é a alimentação. Contudo, sem terem exemplos não esperem os os vossos filhos sigam um padrão muito diferente daquele a que têm acesso!As crianças podem não comer muito... mas devem comer bem.
https://www.facebook.com/consultoriodeosteopatia.goncalocosta?fref=ts
publicado por salinhadossonhos às 01:45
Terça-feira, 07 / 10 / 14

Como criar crianças equilibradas - Parte IV (ou IIII à romano!!!)


O segundo elemento é o Sono.

O sono é hoje em dia um dos temas mais discutidos. 
Uma má qualidade e quantidade de horas de sono, traz danos profundos ao sistema nervoso central.

Assim sendo é de extrema importância que as crianças tenham, desde cedo "Regras e Limites" no que diz respeito ao período de sono e às horas de recolher.

Bem sei que muitos pais chegam tarde a casa e querem aproveitar o tempo com os seus filhos. Bem sei que as crianças por vezes fazem birras para ir para a cama e é mais fácil deixa-las na sala, na companhia dos pais, em frente à televisão até adormecerem por exaustão. Bem sei que quando se sai à noite é difícil de por as crianças cedo na cama. Bem sei que os bebés choram a meio da noite e que não é fácil adormece-los imediatamente.
Sei tudo isso!

Antes de iniciar uma retórica sobre os benefícios do sono, gostava de vos abordar a fisiologia do sono de uma forma simples.

Como podem facilmente constatar, as pálpebras são translúcidas. Façam o seguinte teste: de frente para um foco luminoso fechem os olhos. Com os olhos fechados, coloquem as mãos à frente da cara. Fica ainda mais escuro, certo? Ora bem, se as pálpebras são translúcidas deixam passar alguma luz. Essa luz estimula os olhos que por via nervosa comunicam com o hipotálamo, alertando-o que o dia está a começar e para isso são necessárias hormonas de actividade para acordar o corpo. A redução da luminosidade cria a resposta contrária - hormonas de relaxamento para entrar na fase de repouso, descanso e recuperação. Isto aplica-se como é óbvio aos animais naturalmente diurnos. Os noctívagos respondem de forma contraria. Só para esclarecer: os humanos são naturalmente diurnos. Este comportamento pode ser facilmente observado em muitos pássaros. Independentemente da estação do ano eles voltam ao ninho quando começa a escurecer a uma fase do dia e não a uma determinada hora. O despertar hormonal por luminosidade pode ser comprovado por quem já bivacou ou fez campismo em estados mais selvagens. Assim que o sol começa a ficar mais intenso, acordamos naturalmente. Nos países nórdicos condicionados à presença de luz solar, despertadores de luz são usados em vez de despertadores sonoros. É um despertar suave, agradável e natural. É um despertar "que vem de dentro" ao contrario do despertar sonoro que é por estimulação externa.

Assim podemos entender que tipo de efeito tem uma televisão sobre um bebé, mesmo que este esteja a dormir. Assim podemos entender que tipo de efeito tem sobre um recém nascido as tão usadas "luzes de presença" (que são na realidade para acalmar os pais e não os bebés). Assim podemos entender o efeito que tem sobre uma criança períodos prolongados a videojogos!

Os bebés como ja disse, são ate aos 2 anos autenticas crias. Comandados por instintos naturais e não por aprendizagem e com um ritmo metabólico alto, tem uma alta necessidade de repouso. A recomendação actual é que o dia de um bebé seja dividido em dois períodos de 12 horas. 12 horas de dia, 12 horas de noite. 

Não sugiro que durmam por 12 horas seguidas, mas devem sim estar num ambiente escuro durante 12 horas. Mesmo que não estejam a dormir o seu cérebro está em repouso, em fase de não estimulo hormonal de actividade. Estudos indicam que um bebé acordado às escuras tem menos actividade cerebral do que um bebé a dormir num ambiente de luz.

Desta maneira conclui-se que o período ideal para os bebés recolherem é entre as 19h e as 21h e o seu despertar deve ser 12 horas depois, ou seja entre as 7h e as 9h.

Compreendo que no Inverno fica noite pelas 17h, assim o que se deve fazer é provocar um "entardecer" em casa. Se pretendem recolher o bebé às 20:30, pelas 20h comecem a reduzir progressivamente as luzes que têm em casa. Assim evitam que ele passe de um ambiente rico em luz para um totalmente escuro e fomentam a tal produção de hormonas de relaxamento.
Para acordar o processo deve ser inversamente identico. Nunca se acorda um bebé. Criam-se sim condições para que ele acorde. Levantam-se os estores, abrem-se cortinados e deixa-se que a luz actue sobre o organismo dele.
Durante o dia, nunca se coloca uma criança com menos de 2 anos num ambiente escuro.

No caso do sono quanto mais aplicarem o processo "Regras e Limites", ou seja quanto mais forem fieis a um horário melhor ele funciona. Quantas mais forem as excepções mais dificuldades terão. Lembrem-se, no entanto que, uma noite fora do habito não se recupera na noite seguinte. Pode criar, sim, perturbações nos horários dos dias seguintes.

Sem uma boa qualidade de sono, a criança anda continuamente em fadiga. Come pior, certamente terá menor capacidade de concentração, a tendência para a descoordenação motora fica aumentada.

Amar uma criança não é querer fazer-lhe, por exemplo, a vontade de ficar a ver televisão até mais tarde. Ama-la é fazer o que é melhor para ela (Amor Incondicional), mesmo que isso vá contra os seus desejos (Regras e Limites).
Foto: Como criar crianças equilibradas - Parte IV (ou IIII à romano!!!)O segundo elemento é o Sono.O sono é hoje em dia um dos temas mais discutidos. Uma má qualidade e quantidade de horas de sono, traz danos profundos ao sistema nervoso central.Assim sendo é de extrema importância que as crianças tenham, desde cedo "Regras e Limites" no que diz respeito ao período de sono e às horas de recolher.Bem sei que muitos pais chegam tarde a casa e querem aproveitar o tempo com os seus filhos. Bem sei que as crianças por vezes fazem birras para ir para a cama e é mais fácil deixa-las na sala, na companhia dos pais, em frente à televisão até adormecerem por exaustão. Bem sei que quando se sai à noite é difícil de por as crianças cedo na cama. Bem sei que os bebés choram a meio da noite e que não é fácil adormece-los imediatamente.Sei tudo isso!Antes de iniciar uma retórica sobre os benefícios do sono, gostava de vos abordar a fisiologia do sono de uma forma simples.Como podem facilmente constatar, as pálpebras são translúcidas. Façam o seguinte teste: de frente para um foco luminoso fechem os olhos. Com os olhos fechados, coloquem as mãos à frente da cara. Fica ainda mais escuro, certo? Ora bem, se as pálpebras são translúcidas deixam passar alguma luz. Essa luz estimula os olhos que por via nervosa comunicam com o hipotálamo, alertando-o que o dia está a começar e para isso são necessárias hormonas de actividade para acordar o corpo. A redução da luminosidade cria a resposta contrária - hormonas de relaxamento para entrar na fase de repouso, descanso e recuperação. Isto aplica-se como é óbvio aos animais naturalmente diurnos. Os noctívagos respondem de forma contraria. Só para esclarecer: os humanos são naturalmente diurnos. Este comportamento pode ser facilmente observado em muitos pássaros. Independentemente da estação do ano eles voltam ao ninho quando começa a escurecer a uma fase do dia e não a uma determinada hora. O despertar hormonal por luminosidade pode ser comprovado por quem já bivacou ou fez campismo em estados mais selvagens. Assim que o sol começa a ficar mais intenso, acordamos naturalmente. Nos países nórdicos condicionados à presença de luz solar, despertadores de luz são usados em vez de despertadores sonoros. É um despertar suave, agradável e natural. É um despertar "que vem de dentro" ao contrario do despertar sonoro que é por estimulação externa.Assim podemos entender que tipo de efeito tem uma televisão sobre um bebé, mesmo que este esteja a dormir. Assim podemos entender que tipo de efeito tem sobre um recém nascido as tão usadas "luzes de presença" (que são na realidade para acalmar os pais e não os bebés). Assim podemos entender o efeito que tem sobre uma criança períodos prolongados a videojogos!Os bebés como ja disse, são ate aos 2 anos autenticas crias. Comandados por instintos naturais e não por aprendizagem e com um ritmo metabólico alto, tem uma alta necessidade de repouso. A recomendação actual é que o dia de um bebé seja dividido em dois períodos de 12 horas. 12 horas de dia, 12 horas de noite. Não sugiro que durmam por 12 horas seguidas, mas devem sim estar num ambiente escuro durante 12 horas. Mesmo que não estejam a dormir o seu cérebro está em repouso, em fase de não estimulo hormonal de actividade.  Estudos indicam que um bebé acordado às escuras tem menos actividade cerebral do que um bebé a dormir num ambiente de luz.Desta maneira conclui-se que o período ideal para os bebés recolherem é entre as 19h e as 21h e o seu despertar deve ser 12 horas depois, ou seja entre as 7h e as 9h.Compreendo que no Inverno fica noite pelas 17h, assim o que se deve fazer é provocar um "entardecer" em casa. Se pretendem recolher o bebé às 20:30, pelas 20h comecem a reduzir progressivamente as luzes que têm em casa. Assim evitam que ele passe de um ambiente rico em luz para um totalmente escuro e fomentam a tal produção de hormonas de relaxamento.Para acordar o processo deve ser inversamente identico. Nunca se acorda um bebé. Criam-se sim condições para que ele acorde. Levantam-se os estores, abrem-se cortinados e deixa-se que a luz actue sobre o organismo dele.Durante o dia, nunca se coloca uma criança com menos de 2 anos num ambiente escuro.No caso do sono quanto mais aplicarem o processo "Regras e Limites", ou seja quanto mais forem fieis a um horário melhor ele funciona. Quantas mais forem as excepções mais dificuldades terão. Lembrem-se, no entanto que, uma noite fora do habito não se recupera na noite seguinte. Pode criar, sim, perturbações nos horários dos dias seguintes.Sem uma boa qualidade de sono, a criança anda continuamente em fadiga. Come pior, certamente terá menor capacidade de concentração, a tendência para a descoordenação motora fica aumentada.Amar uma criança não é querer fazer-lhe, por exemplo, a vontade de ficar a ver televisão até mais tarde. Ama-la é fazer o que é melhor para ela (Amor Incondicional), mesmo que isso vá contra os seus desejos (Regras e Limites).
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publicado por salinhadossonhos às 01:43
Terça-feira, 30 / 09 / 14

Como criar crianças equilibradas - Parte III

Como terceiro aspecto vou indicar " Qualidade de Vida"

Bem sei que esta designação pode por um lado ser demasiado generalista e por outro demasiado evidente. "Claro que para andar equilibrado é preciso ter qualidade de vida" podem alguns alegar, ou "Qualidade de vida... mas o que é isso?"
Considerando, como habitualmente os bebés e as crianças no patamar dos mamíferos gosto de, transversalmente , abranger o que os restantes mamíferos necessitam.
Mais do que os sapatinhos que usam - apesar de não andarem, no caso dos bebés; mais do que as calças de marca; mais do que o ultimo videojogo; as crianças necessitam de ter aprimorados 3 elementos que na minha opinião constituem "Qualidade de Vida" ou se lhe quisermos chamar "Higiene de Vida". 

E esses elementos são:

· exercício físico

· sono

· alimentação

Todos eles de igual importância.

Vamos então por partes.

O exercício físico (atenção: tema diferente de Desporto) contribui de forma activa para o bom funcionamento orgânico. Estimula o metabolismo, favorece a boa qualidade de sono, "abre" o apetite, melhora a coordenação. Exercício físico implica movimentação diversa. Caminhar não é exercício físico mas um sim tempo. Uma forma ritmada das pessoas se deslocarem tranquilamente. As crianças quando iniciam a locomoção (entre os 9 e os 18 meses) classicamente perdem peso (ou a curva estabiliza) e tendem a perder massa gorda. Mais tarde quando conseguem correr, desenvolvem músculos e trabalhar articulações e equilíbrio. 

Reparem que quando as crianças estão a brincar nos parques infantis, aguentam fazê-lo horas seguidas, mas raramente passam muito tempo a fazer o mesmo. Não criam padrões de utilização muscular.

Saiam com as crianças, levem ao parque, aos pinhais, praias, campos. Joguem "à bola", ao berlinde, saltem à corda, joguem à macaca... Sim disse "saiam", "levem", "joguem", "saltem". 

Lembrem-se: Os hábitos (os bons e os maus) criam-se tendo exemplos.
Foto: Como criar crianças equilibradas - Parte IIIComo terceiro aspecto vou indicar " Qualidade de Vida"Bem sei que esta designação pode por um lado ser demasiado generalista e por outro demasiado evidente. "Claro que para andar equilibrado é preciso ter qualidade de vida" podem alguns alegar, ou "Qualidade de vida... mas o que é isso?"Considerando, como habitualmente os bebés e as crianças no patamar dos mamíferos gosto de, transversalmente , abranger o que os restantes mamíferos necessitam.Mais do que os sapatinhos que usam - apesar de não andarem, no caso dos bebés; mais do que as calças de marca; mais do que o ultimo videojogo; as crianças necessitam de ter aprimorados 3 elementos que na minha opinião constituem "Qualidade de Vida" ou se lhe quisermos chamar "Higiene de Vida". E esses elementos são:·         exercício físico·         sono·         alimentaçãoTodos eles de igual importância.Vamos então por partes.O exercício físico  (atenção: tema diferente de Desporto) contribui de forma activa para o bom funcionamento orgânico. Estimula o metabolismo, favorece a boa qualidade de sono, "abre" o apetite, melhora a coordenação. Exercício físico implica movimentação diversa. Caminhar não é exercício físico mas um sim tempo. Uma forma ritmada das pessoas se deslocarem tranquilamente. As crianças quando iniciam a locomoção (entre os 9 e os 18 meses) classicamente perdem peso (ou a curva estabiliza) e tendem a perder massa gorda. Mais tarde quando conseguem correr, desenvolvem músculos e trabalhar articulações e equilíbrio. Reparem que quando as crianças estão a brincar nos parques infantis, aguentam fazê-lo horas seguidas, mas raramente passam muito tempo a fazer o mesmo. Não criam padrões de utilização muscular.Saiam com as crianças, levem ao parque, aos pinhais, praias, campos. Joguem "à bola", ao berlinde, saltem à corda, joguem à macaca... Sim disse "saiam", "levem", "joguem", "saltem". Lembrem-se: Os hábitos (os bons e os maus) criam-se tendo exemplos.
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publicado por salinhadossonhos às 01:41
Terça-feira, 23 / 09 / 14

Como criar crianças equilibradas - Parte II

Como segundo aspecto vou indicar "Amor Incondicional".

Uma criança (cria), como já vimos anteriormente quer, gosta e necessita de explorar. Vai acertar algumas vezes e vai errar muitas mais. É assim que se desenvolve a verdadeira aprendizagem e não exclusivamente pela transmissão de conhecimento ou experiências.
Podemos dizer muitas vezes a uma criança "não toques no forno porque está quente e vais-te magoar", mas o melhor professor é mesmo sentir o calor na pele. Cabe ao adulto moderar a situação e a exposição ao perigo, mas a criança depois de sentir o calor na pele vai olhar para aquele forno com "outros olhos". Simplesmente dizer que o forno está quente não vai transmitir a sensação de calor. Não faz com que haja um reconhecimento da sensação.

A forma como o adulto reage aos erros deve ser a mesma como reage aos sucessos. Com amor. Assim desta forma torna-se incondicional pois não depende da condição.

Amar incondicionalmente um filho não é ter uma conduta do "deixa andar e logo se vê" ou do "deixa fazer tudo o que o menino quiser", nem tão pouco dar tudo o que a criança quer e pede. Estes comportamentos colidem com a aspecto anteriormente falado "Regras e Limites". Quando digo que uma criança deve ser amada incondicionalmente é por exemplo não haver um padrão para dar colo. Sim as crianças devem ter colo. Alem de ser uma forma primitiva de as deslocar bebés/crianças de um ponto para outro é uma forma primaria de afecto. Existem umas teorias "por aí" que não se deve dar colo às crianças pois ficam mal habituadas... Isto não faz sentido algum. O colo não deve é surgir apenas e exclusivamente em situações especificas. Vejamos: uma crianças só recebe colo quando se magoa. Os pais não vêem a necessidade de dar colo por outros motivos, mas quando a criança cai ou se magoa já dão. Aqui passa a haver um padrão. O que acham que a criança vai fazer para obter colo? Sim vai magoar-se ou fingir que está magoada. Da mesma forma que a criança que só recebe colo quando faz coisas acertadas. Esta criança vai crescer com medo de errar, e reparem é com base nos erros que se elevam fasquias e que se atingem melhores patamares.

Portanto não havendo padrão o colo passa a ser um momento de partilha e contacto entre progenitor/cria.

Obviamente que com isto não quero dizer que as crianças devam andar sempre a colo. No entanto os bebés sim. O transporte verticalizado seja nos panos de transporte seja nas mochilas ergonómicas, bate aos pontos os carrinhos, ovos, alcofas e espreguiçadeiras (consultem a Nota: Formas de Transporte de Bebés). 

O "Amor Incondicional" é então estar presente, apoiar e ajudar a evoluir nos bons e maus momentos. Não é comprar, fazer pela criança, comparar, subjugar, deixar andar. 
Importantíssimo nunca confundir "Amor Incondicional" com "Liberdade Total". 

O "Amor Incondicional" não dá à criança a sensação de "costas quentes e posso fazer tudo o que quero" (porque aí o processo de Regras e Limites está a actuar" mas, dá sim a noção que tem apoio e que mesmo que as coisas não corram de forma ideal continuará a ser amada. Como é que alguém que não sabe o que é o Amor pode amar?

Por vezes os pais, por cansaço, por não conseguirem separar os problemas do trabalho com os de casa, às vezes mesmo por incapacidade de fazer melhor, por frustração ... não conseguem mostrar este "Amor Incondicional" nos dias em que a criança está menos fácil. 

Por vezes consideram-se maus pais e procuram criar compensações pelos menos bons comprando um brinquedo... comprando um sorriso momentâneo.

"Amor Incondicional" compreende, na minha opinião, assertividade, calma, sentido de oportunidade, carinho.
Foto: Como criar crianças equilibradas - Parte IIComo segundo aspecto vou indicar "Amor Incondicional".Uma criança (cria), como já vimos anteriormente quer, gosta e necessita de explorar. Vai acertar algumas vezes e vai errar muitas mais. É assim que se desenvolve a verdadeira aprendizagem e não exclusivamente pela transmissão de conhecimento ou experiências.Podemos dizer muitas vezes a uma criança "não toques no forno porque está quente e vais-te magoar", mas o melhor professor é mesmo sentir o calor na pele. Cabe ao adulto moderar a situação e a exposição ao perigo, mas a criança depois de sentir o calor na pele vai olhar para aquele forno com "outros olhos". Simplesmente dizer que o forno está quente não vai transmitir a sensação de calor. Não faz com que haja um reconhecimento da sensação.A forma como o adulto reage aos erros deve ser a mesma como reage aos sucessos. Com amor. Assim desta forma torna-se incondicional pois não depende da condição.Amar incondicionalmente um filho não é ter uma conduta do "deixa andar e logo se vê" ou do "deixa fazer tudo o que o menino quiser", nem tão pouco dar tudo o que a criança quer e pede.  Estes comportamentos colidem com a aspecto anteriormente falado "Regras e Limites". Quando digo que uma criança deve ser amada incondicionalmente é por exemplo não haver um padrão para dar colo. Sim as crianças devem ter colo. Alem de ser uma forma primitiva de as deslocar bebés/crianças de um ponto para outro é uma forma primaria de afecto. Existem umas teorias "por aí" que não se deve dar colo às crianças pois ficam mal habituadas... Isto não faz sentido algum. O colo não deve é surgir apenas e exclusivamente em situações especificas. Vejamos: uma crianças só recebe colo quando se magoa. Os pais não vêem a necessidade de dar colo por outros motivos, mas quando a criança cai ou se magoa já dão. Aqui passa a haver um padrão. O que acham que a criança vai fazer para obter colo? Sim vai magoar-se ou fingir que está magoada. Da mesma forma que a criança que só recebe colo quando faz coisas acertadas. Esta criança vai crescer com medo de errar, e reparem é com base nos erros que se elevam fasquias e que se atingem melhores patamares.Portanto não havendo padrão o colo passa a ser um momento de partilha e contacto entre progenitor/cria.Obviamente que com isto não quero dizer que as crianças devam andar sempre a colo. No entanto os bebés sim. O transporte verticalizado seja nos panos de transporte seja nas mochilas ergonómicas, bate aos pontos os carrinhos, ovos, alcofas e espreguiçadeiras (consultem a Nota:  Formas de Transporte de Bebés). O "Amor Incondicional" é então estar presente, apoiar e ajudar a evoluir nos bons e maus momentos. Não é comprar, fazer pela criança, comparar, subjugar, deixar andar. Importantíssimo nunca confundir "Amor Incondicional" com "Liberdade Total". O "Amor Incondicional" não dá à criança a sensação de "costas quentes e posso fazer tudo o que quero" (porque aí o processo de Regras e Limites está a actuar" mas, dá sim a noção que tem apoio e que mesmo que as coisas não corram de forma ideal continuará a ser amada. Como é que alguém que não sabe o que é o Amor pode amar?Por vezes os pais, por cansaço, por não conseguirem separar os problemas do trabalho com os de casa, às vezes mesmo por incapacidade de fazer melhor, por frustração ... não conseguem mostrar este "Amor Incondicional" nos dias em que a criança está menos fácil. Por vezes consideram-se maus pais e procuram criar compensações pelos menos bons comprando um brinquedo... comprando um sorriso momentâneo."Amor Incondicional" compreende, na minha opinião, assertividade, calma, sentido de oportunidade, carinho.
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publicado por salinhadossonhos às 01:38
Sexta-feira, 19 / 09 / 14

A NOSSA SALA

Ao organizar o espaço tive em conta as características e as necessidades das crianças de 5 anos:

As afectivas, criando espaços que sirvam de ponto de referência à criança, íntimos, cómodos, agradáveis e acolhedores, para lhe proporcionarem segurança e estabilidade.

As da motricidade, com espaços livres para poder deslocar-se.

As cognitivas e as comunicativas, com elementos e objectos decorativos, divertidos e alegres, de cores vivas e diferentes, que facilitem a comunicação e a aprendizagem, a actividade experimental e exploratória, a autonomia e a fantasia.

 

A organização e decoração da sala de actividades depende da educadora, mas a manutenção da mesma é partilhada com as crianças: arrumar os brinquedos, livros e materiais que utilizar.

Área" é um termo habitual na educação pré-escolar para designar formas de pensar e organizar a intervenção do educador e as experiências proporcionadas às crianças.
As áreas de conteúdo supõem a realização de actividades, dado que a criança aprende a partir da exploração do mundo que a rodeia. Se a criança aprende a partir de acção, as áreas de conteúdo são mais do que áreas de actividades pois implicam que a acção seja de descobrir relações consigo própria, com os outros e com os objectos, o que significa pensar e compreender.

A organização do espaço, no jardim-de-infância, reflecte as intenções educativas do educador pelo que os contextos devem ser adequados para promover aprendizagens significativas, alegria, o gosto de estar no jardim e que potenciam o desenvolvimento integrado das crianças que neles vão passar grande parte do seu tempo.

 

 Assim, a sala está dividida em espaços de atividade diferenciados: São eles, atualmente: Área central de reunião do grande grupo; Área da Casa ; Área dos Jogos (Jogos de mesa – Calmos); Área das Construções; Área das Expressões: desenho, pintura, recorte e colagem; modelagem; Quadro de giz; Cavalete de pintura; Área da Biblioteca e Área da leitura.

 

As áreas ou os espaços criados na sala do Jardim de Infância não são estanques. Pode-se e deve-se criar novas áreas indo ao encontro do interesse do grupo de crianças, mediante os projectos que se estiverem a desenvolver. As mudanças são feitas com o grupo. Desta forma familiarizam-se com o espaço e participam no processo de organização.

 

O conhecimento não provem, nem dos objectos, nem da criança, mas sim das interacções entre a criança e os objectos”. - Jean Piaget

 

 

ÁREAS DA SALA

 

Área central de reunião do grande grupo

É a área central da sala porque é aqui que todos se reúnem, diariamente, para conversar, trocar opiniões, resolver problemas, ouvir uma história, cantar uma canção, repetir uma lenga-lenga e planear em conjunto as actividades do dia; É também o local onde se encontram os Quadros das presenças do tempo e do responsável, que são os “instrumentos de gestão partilhada”, que nos ajudam a gerir o dia-a-dia de forma autónoma e responsável, favorecendo o desenvolvimento equilibrado da criança, tendo em vista a sua inserção na sociedade como um ser autónomo, livre, responsável e solidário. 

 

 

Área da Casa

É constituída pela Cozinha e pelo Quarto das Bonecas; Permite que as crianças participem colaborativamente em actividades de jogo simbólico, de imitação dos adultos que observam no dia a dia e de desempenho de papeis: ser a mãe, o pai, o bebé ou o Sr. Doutor… Promove o desenvolvimento de competências básicas como a linguagem oral, o respeito pelos outros, a gestão autónoma de conflitos, a auto-estima e a capacidade de iniciativa e independência pessoal.

 

 

Área dos Jogos

Esta área incluí jogos de mesa (jogos calmos como puzzles, lotos, dominós, enfiamentos, encaixes, sequências lógicas, etc) utilizados sobre uma mesa. Estas atividades permitem que a criança desenvolva competências como a coordenação óculo-manual, a motricidade fina, a classificação e a seriação.

 

 

Área das Construções

  Nesta área existem jogos de chão (construções como blocos diversos, Legos, peças em madeira, pista, carrinhos, figuras de bonecos, animais, etc.) normalmente usados no chão. Estas actividades permitem que a criança desenvolva competências como a coordenação óculo-manual, a motricidade fina, a cooperação em grupo, a gestão de conflitos, etc… .

 

 

 

Área das Expressões

As atividades nesta área incluem o Desenho, a Pintura, o Recorte, a Colagem e a Modelagem, todas elas dispondo de um local próprio e recorrendo a técnicas o mais possível diversificadas. Contribuem para que a criança desenvolva: a atenção / concentração /envolvimento na tarefa, a autonomia e a responsabilidade, a capacidade de utilizar de forma adequada diversos materiais, a responsabilidade de terminar as tarefas que inicia, habilidades básicas como desenhar, recortar, colar, pintar, modelar… o seu sentido estético e artístico. 

 

 

Área da Biblioteca

A Biblioteca é um espaço importantíssimo na sala, onde as crianças poderão encontrar variados materiais de leitura: livros, revistas, jornais, atlas, dicionários, etc.Nesta idade elas só sabem “ler” histórias com imagens, pelo que se deve adaptar o texto ao seu nível de compreensão e guiá-las na sua relação com o livro, “esse amigo que a irá acompanhar pela vida fora…”

As crianças aprendem a manusear o material (escolher o material, ler e arrumar no mesmo lugar), e a ter cuidado o material (não amassar nem rasgar) ampliando sua autonomia. O flanelógrafo é um instrumento muito útil numa biblioteca, pois permite ao educador: contar histórias, explorar imagens; trabalhar sequências lógicas, apresentar situações-problema, etc. e possibilita à criança: desenvolver a imaginação e a criatividade; recontar histórias, descrever imagens, organizar sequências lógicas / temporais, resolver problemas com recurso a materiais manipuláveis.

 

 

 

 Área da leitura

A Área da leitura é composta por jogos didáticos que permitem à criança explorar materiais de abordagem à leitura e à  escrita. Aqui se desenvolvem competências como a imaginação e criatividade, o gosto precoce pela leitura, o interesse e iniciação ao código escrito, a correcção da linguagem oral, a capacidade de se expressar de forma desinibida, etc.

 

 

 

Quadro de giz

É um espaço para registos provisórios, onde as crianças poderão usar o giz para dar asas à sua criatividade, quer ao nível do desenho, quer na exploração de letras e números.

 

 

 

publicado por salinhadossonhos às 19:00
Terça-feira, 16 / 09 / 14

Como criar crianças equilibradas - Parte I

Consultório de Osteopatia Gonçalo Costa

Vou nos próximos dias escrever como, na minha opinião, criar crianças equilibradas e respectiva justificação.

Creio que é necessário ter em conta 3 aspectos para se criar uma criança equilibrada. Não são três aspectos expostos por ordem de importância pois sem um, os outros falham.

Como primeiro vou indicar " Regras e Limites".

Uma criança para ser feliz e equilibrada deve explorar o mundo (o seu mundo) livremente. Contudo a liberdade deve ser proporcional à responsabilidade. Como não faz sentido exigir responsabilidades a um bebé ou a uma criança muito nova, as liberdades devem ser restritas. Assim sendo, os pais, devem criar limites "à direita e à esquerda" e deixar que a criança se mova e explore livremente o que se encontra dentro desses limites. 

Um bebé não tem noção do que é e significa "Perigo". Não sabe o efeito e consequências do que é brincar com electricidade ou brincar livremente à beira-mar ou à beira de uma piscina. Ele quer única e exclusivamente explorar. 
Assim sendo "Regras e Limites" protegem a criança dela própria e das escolhas que ela toma sem consciência. Cabe aos pais essa responsabilidade.

À medida que vão crescendo e desenvolvendo-se, aumenta a sua percepção de determinadas responsabilidades. Desta maneira os pais, devem naturalmente afastar o limite da esquerda do limite da direita e aumentar a liberdade de movimento da criança. Quando são pequeninas as crianças andam, tendencialmente, de mão dada com o adulto, por exemplo para atravessar a estrada. O adulto, como maior responsabilidade, controla as acções da criança impedindo-a de, seguindo o caso anterior, começar a correr para a estrada sem verificar se o pode fazer em segurança. Quando a criança fica mais velha e com isso vem a noção de que deve observar a estrada antes de a atravessar (noção esta que foi ditada pelas regras colocadas) a criança já não necessita de andar de mão dada com o adulto. Pode fazê-lo, mas, neste caso e no que diz respeito às "Regras e Limites" deixa de ser necessário. 

As "Regras e Limites" não servem para condicionar o desenvolvimento, servem sim para protecção!

Os exemplos dados são apenas uns ... não são específicos!

Imaginem a seguinte situação uma criança quer ficar a brincar na piscina (ou no mar) mesmo já apresentando sinais claros de hipotermia (tremores, lábios roxos, olhos vermelhos). Os pais dizem "é melhor saíres da água porque senão ficas doente!" mas a brincadeira está boa e a diversão de saltar para dentro de água supera o "fresquinho" que sente. No dia seguinte o corpo reage e desenvolve febre ... a criança adoece. Os pais dizem "eu não te disse para saíres? agora olha estás doente... é para aprenderes!"

Na realidade a criança não aprende nada. Vai voltar a repetir o processo vezes e vezes sem conta. A maturidade do lobo frontal, a parte do cérebro que nos indica e nos dá a noção de "certo e errado - arriscado e seguro" desenvolve-se mais tarde - nas meninas da adolescência nos rapazes na pós adolescência. Cabe aos pais, neste exemplo, terem o processo de "Regras e Limites" activo e tirar a criança da água se esta está a apresentar estes sinais.

Portanto, ao longo da sua vida a criança deve ter uma relação estreita entre a liberdade que tem e a responsabilidade que tem.

Nota 1: Uma criança equilibrada e uma criança educada são temas diferentes. A criança equilibrada age correctamente para si própria, para o seu organismo para a sua mente. A educação prende-se mais com aspectos culturais e civilizacionais. 
Nota 2: Pais autoritários e pais tiranos são também temas diferentes. Jamais devem ser confundidos.
Foto: Como criar crianças equilibradas - Parte IVou nos próximos dias escrever como, na minha opinião, criar crianças equilibradas e respectiva justificação.Creio que é necessário ter em conta 3 aspectos para se criar uma criança equilibrada. Não são três aspectos expostos por ordem de importância pois sem um, os outros falham.Como primeiro vou indicar " Regras e Limites".Uma criança para ser feliz e equilibrada deve explorar o mundo (o seu mundo) livremente. Contudo a liberdade deve ser proporcional à responsabilidade. Como não faz sentido exigir responsabilidades a um bebé ou a uma criança muito nova, as liberdades devem ser restritas. Assim sendo, os pais, devem criar limites "à direita e à esquerda" e deixar que a criança se mova e explore livremente o que se encontra dentro desses limites. Um bebé não tem noção do que é e significa "Perigo". Não sabe o efeito e consequências do que é brincar com electricidade ou brincar livremente à beira-mar ou à beira de uma piscina. Ele quer única e exclusivamente explorar. Assim sendo "Regras e Limites" protegem a criança dela própria e das escolhas que ela toma sem consciência. Cabe aos pais essa responsabilidade.À medida que vão crescendo e desenvolvendo-se, aumenta a sua percepção de determinadas responsabilidades. Desta maneira os pais, devem naturalmente afastar o limite da esquerda do limite da direita e aumentar a liberdade de movimento da criança. Quando são pequeninas as crianças andam, tendencialmente, de mão dada com o adulto, por exemplo para atravessar a estrada. O adulto, como maior responsabilidade, controla as acções da criança impedindo-a de, seguindo o caso anterior, começar a correr para a estrada sem verificar se o pode fazer em segurança. Quando a criança fica mais velha e com isso vem a noção de que deve observar a estrada antes de a atravessar (noção esta que foi ditada pelas regras colocadas) a criança já não necessita de andar de mão dada com o adulto. Pode fazê-lo, mas, neste caso e no que diz respeito às "Regras e Limites" deixa de ser necessário. As "Regras e Limites" não servem para condicionar o desenvolvimento, servem sim para protecção!Os exemplos dados são apenas uns ... não são específicos!Imaginem a seguinte situação uma criança quer ficar a brincar na piscina (ou no mar) mesmo já apresentando sinais claros de hipotermia (tremores, lábios roxos, olhos vermelhos). Os pais dizem "é melhor saíres da água porque senão ficas doente!" mas a brincadeira está boa e a diversão de saltar para dentro de água supera o "fresquinho" que sente. No dia seguinte o corpo reage e desenvolve febre ... a criança adoece. Os pais dizem "eu não te disse para saíres? agora olha estás doente... é para aprenderes!"Na realidade a criança não aprende nada. Vai voltar a repetir o processo vezes e vezes sem conta. A maturidade do lobo frontal, a parte do cérebro que nos indica e nos dá a noção de "certo e errado - arriscado e seguro" desenvolve-se mais tarde - nas meninas da adolescência nos rapazes na pós adolescência. Cabe aos pais, neste exemplo, terem o processo de "Regras e Limites" activo e tirar a criança da água se esta está a apresentar estes sinais.Portanto, ao longo da sua vida a criança deve ter uma relação estreita entre a liberdade que tem e a responsabilidade que tem.Nota 1: Uma criança equilibrada e uma criança educada são temas diferentes. A criança equilibrada age correctamente para si própria, para o seu organismo para a sua mente. A educação prende-se mais com aspectos culturais e civilizacionais. Nota 2: Pais autoritários e pais tiranos são também temas diferentes. Jamais devem ser confundidos.
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publicado por salinhadossonhos às 01:35
Terça-feira, 22 / 07 / 14

As Cem linguagens da Criança

Um texto já com bastante tempo e que provavelmente a maioria dos educadores conhece.

Um texto que nos faz reflectir sobre o que é realmente a nossa prática. Estaremos a dar voz à criança para exprimir as suas emoções, os seus desejos de aprender, a exprimir as suas ideias acerca da realidade que a rodeia? Ou estaremos a retirar à criança a oportunidade de explorar as suas brincadeiras, as suas aprendizagens através dos seus interesses e das suas necessidades? Façamos uma avaliação da nossa prática e vejamos se estamos a fazê-la da melhor forma.

A criança tem cem linguagens
Cem mãos cem pensamentos
Cem maneiras de pensar
De brincar e de falar
Cem sempre cem
Maneiras de ouvir
De surpreender de amar
Cem alegrias para cantar e perceber
Cem mundos para descobrir
Cem mundos para inventar
Cem mundos para sonhar.
A criança tem
Cem linguagens
(e mais cem, cem, cem)
Mas roubam-lhe noventa e nove
Separam-lhe a cabeça do corpo
Dizem-lhe:
Para pensar sem mãos, para ouvir sem falar
Para compreender sem alegria
Para amar e para se admirar só no Natal e na Páscoa.
Dizem-lhe:
Para descobrir o mundo que já existe.
E de cem roubam-lhe noventa e nove.
Dizem-lhe:
Que o jogo e o trabalho, a realidade e a fantasia
A ciência e a imaginação
O céu e a terra, a razão e o sonho
São coisas que não estão bem juntas
Ou seja, dizem-lhe que os cem não existem.
E a criança por sua vez repete: os cem existem!
http://sonhoscompanhia.blogspot.pt/
publicado por salinhadossonhos às 15:29
Quarta-feira, 30 / 04 / 14

Sonhos maus e sonhos bons: xô, xô aos pesadelos

 

 

Tenho um filho de 5 anos, e de vez em quando vêm a época de pesadelos. Ultimamente e estando a minha esposa em final de gravidez (2ºFilho), esta situação têm-se intensificado.

Chegando ao ponto de pôr as mãos nos ouvidos quando dá na televisão algo que ele diz que irá ter pesadelos. Temos tido o maior cuidado com o que ele vê. Mas quando ouve a voz do avô faz o mesmo pois diz que vai ter pesadelos com o avô. Durante a noite não dorme descansado chamando-nos diversas vezes , e só fica bem quando ficamos perto dele. Dorme com uma luz presencial acesa, pois tb Tem medo do escuro. O que me aconselham a fazer, já que isto já se tem prolongado por mais de 2 meses. Tanto eu como a minha esposa estamos desgastados quer física quer psicologicamente com isso. 

 

 

http://familycoaching.pt/blog/?cat=25

publicado por salinhadossonhos às 05:57

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